Coreia do Norte rejeita condenação do Conselho de Segurança da ONU

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

07 de setembro de 2016.

 

A Coreia do Norte rejeitou, nesta quarta-feira, um comunicado do Conselho de Segurança da ONU condenando o país por seus últimos testes de mísseis e ameaçando tomar "futuras medidas significativas".

"A República Democrática da Coreia rejeita isto como um intolerável ato de atentar contra sua dignidade, direito à existência, soberania e direito de auto-defesa", declarou um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte citado pela agência oficial KCNA.

O comunicado das autoridades em Pyongyand segue o teste realizado pela Coreia do Norte de três mísseis balísticos na segunda-feira, enquanto as lideranças mundiais se reuniam para uma cúpula do G20 na China, com o líder Kim Jong-Un classificando os testes como "perfeitos".

Em uma reunião para chegar a uma resposta aos testes, o Conselho de 15 membros disse que os lançamentos eram "uma grave violação" das obrigações internacionais da Coreia do Norte e das resoluções do Conselho de Segurança da ONU, advertindo que iria monitorar mais de perto a situação.

O documento foi adotado com unanimidade, incluindo a China, único aliado de Pyongyang.

As resoluções da ONU proíbem a Coreia do Norte de qualquer uso de tecnologia de mísseis balísticos, mas Pyongyang, no entanto, realizou quatro testes nucleares e uma série de testes de mísseis neste ano, alertando que a Coreia do Sul anuncia planos para implantar um sistema anti-míssil americano para combater essas ameças.

O estado comunista isolado foi atingido por cinco pacotes de sanções da ONU desde seu primeiro teste com dispositivo nuclear em 2006.

A KCNA informou que Kim supervisionou pessoalmente na segunda-feira o lançamento de míssil, e declarou que o país continuará a construir seu arsenal nuclear.

O Norte continuará a impulsionar "a força nuclear de forma gradual neste ano histórico", informou o porta-voz.

O presidente americano, Barack Obama, se reuniu na terça-feira com sua contra-parte sul-coreana, Park Geun-hye, em paralelo a uma cúpula regional no Laos.

Obama declarou depois da reunião em Vientiane que a Coreia do Norte deveria saber que "provocações só vão trazer mais pressão e futuramente aprofundar seu isolamento".

No último mês, a Coreia do Norte lançou um míssil balístico a partir de um submarino desde o porto de Sinpo (nordeste), que ultrapassou muito o alcance dos mísseis lançados anteriormente pelo país.

Kim descreveu o teste de agosto como "o maior sucesso" e declarou que colocou o continente americano dentro do alcance impressionante.

O lançamento foi amplamente condenado pelos Estados Unidos e pelas outras potências, mas analistas dizem que é um claro avanço para as ambições de ataque nuclear da Coreia do Norte.

Fonte: AFP.

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