Coreia do Norte exige que Sul assuma responsabilidade por acidente marítimo

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

14 de março de 2016.

 

A Coreia do Norte exigiu nesta segunda-feira da Coreia do Sul um pedido de desculpas e uma indenização por um acidente entre embarcações de ambos países em outubro do ano passado, o que abre uma nova frente de conflito nas já tensas relações bilaterais.

O regime de Kim Jong-un se referiu diretamente à presidente sul-coreana, Park Geun-hye, ao afirmar que "deve pedir desculpas pelo crime cometido contra o navio norte-coreano e abonar a correspondente indenização pelos danos", segundo um artigo do jornal "Rodong" do Partido dos Trabalhadores.

Pyongyang considerou o incidente "um descarado ato criminoso" e ameaçou tomar duras medidas se Seul não assumir sua responsabilidade.

Em outubro do ano passado, a Coreia do Norte denunciou em seus veículos de comunicação estatais que no dia 1º desse mês uma embarcação sul-coreana havia colidido com um pesqueiro da Coreia do Norte e posteriormente abandonado o local, em águas do Mar do Japão (Mar do Leste).

Segundo a versão norte-coreana a colisão não foi acidental e causou graves danos materiais e deixou cinco feridos, enquanto o governo da Coreia do Sul argumenta que "o assunto deve ser resolvido entre as entidades proprietárias dos navios", segundo disse à Agência Efe uma representante do Ministério da Unificação.

Esta representante explicou que a barqueira J Shipping, proprietária do navio sul-coreano de 23.000 toneladas, iniciou no ano passado consultas com representantes da Coreia do Norte, mas o processo atrasou devido às más relações bilaterais.

A nova frente de conflito se abre no momento em que existe um forte tensão militar entre as duas Coreias depois do teste nuclear em janeiro e o lançamento em fevereiro de um foguete espacial - considerado um teste de mísseis - por parte do regime de Kim Jong-un.

Como resposta a ambas ações, a Coreia do Sul impôs duras sanções comerciais a seu vizinho e intensificou seus polêmicos exercícios militares na região junto com os Estados Unidos. 

Fonte: EFE.

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