Coreia do Norte ameaça realizar "em breve" novos testes nuclear

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

15 de março de 2016.

 

A Coreia do Norte disse nesta terça-feira que planeja realizar "em breve" novos testes nucleares e de mísseis balísticos, em pleno momento de tensão na região depois das sanções impostas contra o regime comunista e pelos exercícios militares conjuntos realizados por Coreia do Sul e Estados Unidos.

A agência estatal de notícias norte-coreana "KCNA" relatou em comunicado que o líder do regime, Kim Jong-un, afirmou que, "em um curto período de tempo", serão realizados "um teste de detonação de uma ogiva nuclear e um teste de lançamento de vários tipos de mísseis balísticos de fabricação local capazes de transportar ogivas atômicas".

O jovem ditador, que insiste com esta ameaça há algumas semanas, deu ordens para as "áreas relevantes para realizarem os preparativos até os últimos detalhes" durante uma reunião com cientistas e técnicos da indústria militar do país.

Na sua visita às instalações militares, a agência reportou que Kim presenciou um teste de resistência térmica das ogivas dos mísseis intercontinentais norte-coreanos, supostamente preparados para transportar explosivos atômicos.

O "líder supremo" da Coreia do Norte também apostou em "melhorar ainda mais a eficácia da capacidade de ataque nuclear" do exército norte-coreano, segundo o comunicado.

Apesar de o governo norte-coreano ter declarado em várias ocasiões sua intenção de seguir realizando testes nucleares e de mísseis como os que aconteceram respectivamente em janeiro e fevereiro deste ano, esta é a primeira vez desde então que o regime anuncia publicamente que irá fazê-lo "em breve".

O país comunista assegura possuir mísseis com carga atômica, mas os especialistas internacionais não acreditam que o país conte com a tecnologia necessária para miniaturizar ogivas nucleares.

A Coreia do Norte intensificou sua retórica beligerante e as exibições militares desde que novas sanções internacionais foram adotadas contra o país como resposta a seu teste nuclear de 6 de janeiro e ao lançamento de um foguete espacial, em 7 de fevereiro, o que foi considerado um teste de mísseis encoberto.

A Coreia do Sul, por sua vez, alertou mais uma vez hoje que o Norte prepara algum tipo de "provocação" armada perto da fronteira e que planeja enviar drones - provavelmente de espionagem - ao país vizinho, segundo informou o Ministério da Defesa aos deputados da Assembleia Nacional (parlamento) de Seul.

O Ministério sul-coreano também acusa Pyongyang de ter ensaiado ataques a instalações com uma maquete da capital sul-coreana, segundo revelou um deputado à agência de notícias "Yonhap".

Coreia do Sul e Estados Unidos estão realizando nestes dias as maiores manobras militares conjuntas de sua história em solo sul-coreano, nas quais participam mais de 17 mil efetivos americanos e 300 mil do país asiático.

A Coreia do Norte considera essas manobras um "ensaio de uma invasão" de seu país, por isso respondeu com duras ameaças bélicas e o lançamento de mísseis ao mar como demonstração de força militar. EFE

Fonte: EFE.

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