Coreia do Norte ameaça disparar contra navios do Sul que cruzarem fronteira

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

28 de maio de 2016.

A Coreia do Norte advertiu neste sábado que vai disparar contra qualquer navio militar sul-coreano que ultrapassar a fronteira marítima ocidental em resposta aos tiros de advertência efetuados ontem pela Coreia do Sul contra duas embarcações norte-coreanas nesse mesmo lugar.

"A partir de agora, abriremos fogo direto contra qualquer embarcação de guerra das forças da Coreia do Sul, sem avisar, se entrarem apenas um milímetro em nosso lado da linha de demarcação no mar do oeste", declarou a marinha norte-coreana em comunicado divulgado pela agência estatal de notícias "KCNA".

A advertência acontece um dia depois que a marinha da Coreia do Sul realizou cinco disparos de advertência quando dois navios norte-coreanos (um pesqueiro e um navio-patrulha) atravessaram a conflituosa fronteira que separa as águas territoriais dos dois países no Mar Amarelo.

As duas embarcações retornaram imediatamente à parte norte das águas após os disparos.

Em sua declaração, o regime norte-coreano condenou o país vizinho por sua "provocação militar imprudente", produto de um "sinistro plano premeditado" para entorpecer as relações Norte-Sul e agravar a tensão na península coreana, e exigiu um pedido de desculpas.

Pyongyang acusou Seul de responder com um enfrentamento militar e "perigosos jogos bélicos anti-norte-coreanos" ao seu pedido de diálogo, e alertou o governo sul-coreano para que tenha consciência de que enfrentará suas "impiedosas represálias" em qualquer momento e lugar.

A fronteira do Mar Amarelo é uma das áreas mais sensíveis e conflituosas da região e foi cenário nos últimos anos de incidentes de diversa gravidade, como a troca de disparos de artilharia em várias ocasiões e o afundamento da embarcação Cheonan, em março de 2010, que resultou em 46 mortes, e que a Coreia do Sul atribui ao Norte.

O incidente aconteceu em um momento de tensão na península coreana após os testes nuclear e de mísseis realizados pela Coreia do Norte no começo do ano, e as sanções do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) impostas sobre o regime de Kim Jong-un em março.

Fonte: EFE.

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