Coreia do Norte acusa EUA de considerar ataque preventivo

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

06 de fevereiro de 2018.

A Coreia do Norte acusou os Estados Unidos nesta terça-feira de tentar agravar a situação na Península Coreana ao "enviar grandes equipamentos nucleares" à região, abrindo espaço para um possível ataque preventivo contra o regime asiático.

— Tendo em vista a escala e a natureza do reforço militar americano, eles estão destinados a fazer um ataque preventivo contra a República Popular Democrática da Coreia — afirmou o diplomata norte-coreano Ju Yong Chol na Conferência sobre Desarmamento da ONU. — As autoridades americanas, incluindo o secretário de Defesa e o diretor da CIA falaram repetidamente sobre a ameaça bélica e nuclear da Coreia do Norte para justificar seu argumento por uma opção militar e um novo conceito de "gosto de sangue". Um ataque preventivo contra a Coreia do Norte está sob consideração do governo dos estados Unidos.

Mais cedo, o representante americano no evento da ONU, Robert Wood, afirmou que a Coreia do Norte pode estar a apenas alguns meses de distância de ser capaz de atingir os Estados Unidos com um míssil balístico com ogiva nuclear. Ele clamou pelo fim do programa de armas atômicas do regime de Kim Jong-un e também advertiu que os arsenais da China e da Rússia estão crescendo.

— Rússia, China e Coreia do Norte estão aumentando seus estoques, elevando a importância de armas nucleares em suas estratégias de segurança e, em alguns casos, buscando o desenvolvimento de novas capacidades nucleares para ameaçar outras nações pacíficas — disse.

A declaração agressiva do representante norte-coreano vem dias após os Estados Unidos divulgarem sua nova política nuclear, no relatório "Revisão da Postura Nuclear". No documento, os Estados Unidos expressam pela primeira vez as ambições nucleares do governo de Donald Trump, que inclui adquirir novas armas nucleares de baixa potência e modernizar o arsenal nuclear já existente.

Embora o documento do Pentágono se concentre na Rússia, o Departamento de Defesa americano também cita a ameaça de Coreia do NOrte, China e Irã.

A nova estratégia americana marca uma significativa mudança em relação à visão do governo de Barack Obama. Em 2009, enquanto presidente, o democrata fez um famoso discurso em Praga, no qual pediu a eliminação das amas nucleares.

Fonte: O Globo

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