Conselho de Segurança discute "ameaças assimétricas" a missões de paz

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

08 de novembro de 2016.

Vice-secretário-geral Jan Eliasson diz que operações da ONU enfrentam ataques de grupos extremistas e terroristas; ele citou o caso do Mali como um exemplo trágico de missões como alvo da violência.

As ameaças às missões de paz da ONU foram o tema de um debate aberto no Conselho de Segurança nesta segunda-feira, em Nova York.

O vice-secretário-geral das Nações Unidas, Jan Eliasson, participou do evento ao lado dos embaixadores dos 15 países que integram o Conselho.

Estratégia

Jan Eliasson afirmou que as operações de paz estão enfrentando atualmente o que chamou de "ameaças assimétricas" de grupos extremistas e terroristas em várias partes do mundo.

Ao mencionar o alto número de mortes no Mali, onde a ONU tem a missão Minusma, ele citou o país africano como um exemplo trágico da violência a forças de paz da organização.

Eliasson lembrou do ataque ocorrido no domingo no Mali, no qual um boina-azul da ONU morreu e outros sete ficaram feridos. No atentado, dois civis do Mali também perderam a vida.

Ambiente perigoso

O vice-chefe das Nações Unidas acredita que as operações de paz precisam produzir estratégias para enfrentar as novas condições de segurança caso queiram executar seus mandatos de forma segura neste novo quadro.

Jan Eliasson lembrou que as recomendanções do Painel de Alto Nível sobre Operações de Paz indicam que as "tropas da ONU não devem realizar nenhuma ação militar de contraterrorismo.

Ao mesmo tempo, ele afirmou que terrorismo e extremismo violento são hoje uma realidade em vários conflitos, e que o tema deve ser tratado.

Para o vice-chefe da ONU será preciso reforçar a mobilidade e a resposta para se obter um entendimento mais profundo do ambiente no qual se opera. Segundo Eliasson, o desenvolvimento da análise e da inteligência militares será fundamental na obtenção de resultados.

Comunidade

Ele acredita ainda que será preciso ajustar as tarefas centrais de uma força de paz incluindo as negociações políticas, a capacidade de construção de diálogo, mas também promover a participação da comunidade e medidas de estabilização.

Por fim, ele acredita que os objetivos político das operações de paz tem que ser definidos e comunicados de maneira clara. Eliasson acredita que é preciso desenhar estratégias para a formação de coalizão de apoio em níveis locais, regionais e nacionais.

Ele terminou o discurso abordando três prioridades na preparação das forças de paz para enfrentar as "ameaças assimétricas". Primeiro, fazer todo o possível para garantir a segurança do pessoal da ONU, o que envolve utilizar novas tecnologias.

Inclusivo

Segundo: adaptar-se à forma de como realizar os mandatos expedidos pelo Conselho de Segurança. O fato de a ONU ter se tornado um alvo em potencial exige que se pense, mais profundamente, como se deve operar num ambiente novo, perigoso e imprevisível.

E por último, Eliasson afirma que é necessário levar em consideração como e quando as Nações Unidas podem apoiar os esforços nacionais e regionais para evitar o terrorismo e o extremismo violento.

Ele lembrou que o mandato das Nações Unidas é inclusivo e jamais excludente.

Fonte: Rádio ONU

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