Conselho de Segurança da ONU convoca nova reunião de emergência sobre Aleppo

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

14 de dezembro de 2016.

O Conselho de Segurança da ONU convocou uma nova reunião de emergência nesta quarta-feira, a pedido de França e Reino Unido, para discutir a situação em Aleppo e as supostas execuções de civis na cidade por parte das tropas leais ao regime do presidente da Síria, Bashar al Assad.

"Aleppo está sofrendo seus dias mais obscuros. Temos relatórios críveis de assassinatos brutais de famílias, execuções sumárias, incluindo crianças e mulheres, casas incendiadas com pessoas dentro, ataques contra hospitais. E a lista segue", afirmou aos jornalistas o embaixador francês na ONU, François Delattre.

"Francamente, a situação em Aleppo vai além das palavras, além da vergonha", disse Delattre, ressaltando que "crimes de guerra" estão sendo cometidos diariamente na principal cidade do norte da Síria.

O diplomata disse que a Rússia tem as chaves para qualquer solução para a situação e ressaltou que o Kremlin não pode ser "cúmplice da fria vingança e do terror sistemático contra civis".

"Pedimos que a Rússia faça algo sobre esse desastre em Aleppo, que pressione o regime sírio para deter esse massacre", reforçou.

O embaixador do Reino Unido na ONU, Matthew Rycroft, acompanhou as declarações de Delattre e afirmou confiar que os aliados de Assad se virem contra o presidente por causa das informações sobre a situação vivida atualmente em Aleppo.

"Até as guerras têm regras e todas elas foram violadas", disse.

De acordo com a ONU, tropas pró-governo da Síria executaram 82 civis, entre eles mulheres e crianças, em quatro distritos de Aleppo, palco de uma batalha para expulsar os grupos rebeldes.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, citou as atrocidades hoje e pediu que todos façam o possível para deter o massacre.

"Todos os combatentes, particularmente as forças governamentais e seus aliados, devem cumprir a obrigação de respeitar os civis e seguir as normas da guerra e dos direitos humanos", disse Ban.

Fonte: EFE

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