Conflito deixa quase 4 milhões de crianças iraquianas em perigo

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

30 de junho de 2016.

 

Cerca de 3,6 milhões de crianças iraquianas - uma em cada cinco - estão expostas à morte, violência sexual, sequestro e recrutamento por grupos armados, enquanto 4,7 milhões - um terço - necessitam de ajuda humanitária, alertou a Unicef em um relatório divulgado nesta quinta-feira (data local).

A agência da ONU dedicada à infância diz que nos últimos 18 meses, 1,3 milhões de crianças passaram a estar em perigo por causa da violência em seu país.

"As crianças do Iraque estão no fogo cruzado e são atacadas repetidamente", disse o representante da Unicef no Iraque, Peter Hawkins.

Além disso, a Unicef documentou um total de 1.496 casos de sequestro de menores de 18 anos nos últimos 30 meses, o que representa uma média de 50 jovens sequestrados a cada mês.

"O sequestro de crianças em suas casas, escolas e nas ruas é horrível", disse Hawkins, acrescentando que "estas crianças estão sendo arrancadas de suas famílias e são submetidas a abusos e explorações repugnantes".

O relatório também observa que quase 10% das crianças iraquianas, ou seja mais de 1,5 milhão, foram forçadas a fugir de suas casas, às vezes em diversas ocasiões, por causa do conflito que teve início em 2014.

Além disso, acrescentou que quase uma de cada cinco escolas está fora de uso devido ao conflito e quase 3,5 milhões de crianças em idade escolar não estão recebendo educação.

A Unicef pediu que parem os ataques contra as escolas e instalações médicas, e que os menores de idade desabrigados tenham atendimento psicológico, assim como atividades de lazer, para que eles não percam sua infância.

Além disso, exigiu o acesso da ajuda humanitária às crianças em todas as partes do país e fornecer educação para aqueles que não estão nas escolas através de programas e materiais especiais.

"Temos que dar às crianças o apoio que necessitam para se recuperar dos horrores da guerra e que possam contribuir para um Iraque mais pacífico e próspero", destacou Hawkins. 

Fonte: EFE.

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