China pede neutralidade a Obama e aplaude compromisso alcançado com a Asean

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

08 de setembro de 2016.

O governo da China pediu neutralidade nesta quinta-feira ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, nas disputas marítimas que o país asiático mantém com seus vizinhos, e também elogiou o compromisso alcançado no encontro entre Pequim e a Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean) para evitar incidentes.

Em entrevista coletiva em Pequim, uma porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Hua Chunying, pediu que os EUA tenham um papel "construtivo" nesse conflito, depois que Obama defendeu hoje no Laos o caráter "vinculativo" da decisão da Corte Permanente de Arbitragem (CPA) em Haia, que rejeitou as reivindicações da China.

"Esperamos que os EUA desempenhem um papel objetivo e justo na questão do Mar da China Meridional e que faça esforços positivos, genuínos e construtivos para a paz e a estabilidade do Mar da China Meridional", afirmou a porta-voz de Pequim.

Hua lembrou a rejeição da China à mediação da CPA em Haia, que ficou conhecida em meados de julho: "O Tribunal de Arbitragem não tem jurisdição sobre o caso, por isso a sentença que emitiu é inválida e ilegal", afirmou.

A porta-voz da diplomacia chinesa garantiu também que as autoridades americanas manifestaram que não se posicionariam nas disputas no Mar da China Meridional e que apoiariam o diálogo entre as partes envolvidas.

Por outro lado, Hua louvou o fato de China e Asean terem reiterado ontem, em outra reunião bilateral também no Laos, seu compromisso com a elaboração de um código de conduta, que vem sendo negociado desde 2010, para solucionar conflitos de forma pacífica e melhorar a comunicação para prevenir incidentes.

"Ambas as partes tiveram o espírito de olhar para frente e se esforçaram por devolver a questão do Mar da China Meridional ao caminho do diálogo e das consultas", afirmou a porta-voz, que insistiu na predisposição chinesa para resolver "pacificamente" as disputas. 

Fonte: EFE.

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