China pede aos EUA que não façam "sensacionalismo"

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

18 de fevereiro de 2016.

 

A China pediu nesta quarta-feira aos Estados Unidos que deixe de fazer "sensacionalismo" em relação à chamada militarização das ilhas do Mar da China Meridional e que, em vez disso, trabalhe para aumentar a estabilidade nessa região.

A recriminação foi uma resposta as declarações feitas ontem pelo secretário de Estado americano, John Kerry, que disse que existem provas do aumento da "militarização" chinesa nas ilhas em disputa do Mar da China Meridional, e de reiterar sua "severa preocupação" a respeito.

"A China montou instalações de defesa nas ilhas (Paracel) há décadas, não é nada novo. Esperamos que certo país (EUA) deixe de fazer sensacionalismo e trabalhe para que haja mais paz e estabilidade regional", disse em entrevista coletiva Hong Lei, porta-voz do Ministerio das Relações Exteriores chinês.

A troca de acusações começou depois de a emissora americana "Fox News" informar, ontem, que a China dispõe de um sistema de lançamento de mísseis terra-ar na ilha Woody, no arquipélago Paracel, o que depois foi confirmado por fontes militares taiuanesas.

Ao ser perguntado sobre há quanto tempo levava instalado este sistema de lançamento de mísseis, o porta-voz chinês insistiu que "há décadas" que China monta infraestruturas defensivas nessas ilhas, mas sem dar datas exatas.

Além disso, reiterou que estes mísseis não têm nada a ver com um processo de "militarização" do Mar da China Meridional, mas fazem parte de uma decisão "legítima, razoável e justificada" da China dentro de seu território soberano, já que a ilha de Woody é uma "parte inerente" do país e não é disputada por outras nações.

Hong também falou sobre a arbitragem iniciada pelas Filipinas no Tribunal Internacional de Haia com o objetivo de resolver sua disputa com a China sobre a soberania das ilhas Spratly, também situadas no Mar da China Meridional.

Sobre este tema, os Estados Unidos e a União Europeia pediram várias vezes à China que respeite a autoridade do Tribunal de Haia neste assunto, ao que o porta-voz de Relações Exteriores respondeu que seu país não aceita arbitragens que tenham sido iniciadas "unilateralmente", como diz ser o caso.

E afirmou em tom irônico que, "se os funcionários dos EUA e da UE que fizeram estas reivindicações leram alguma vez a Convenção sobre o Direito do Mar da ONU, deveriam saber o que está escrito nela".

Fonte: EFE.

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