China e Rússia pedem não instalação de escudo antimíssil na Coreia do Sul

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

29 de abril de 2016.

 

A China e a Rússia pediram ao governo dos Estados Unidos para não instalar o chamado "escudo antimísseis" THAAD na Coreia do Sul, um projeto que o governo americano defende em resposta aos testes nucleares e aos que considera testes encobertos de mísseis balísticos realizados pela Coreia do Norte.

"A iniciativa ultrapassa as necessidades de defesa dos países envolvidos. Caso aconteça, impactará diretamente na segurança estratégica tanto da China quanto da Rússia", disse nesta sexta-feira o ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, em entrevista coletiva em Pequim junto a seu colega russo, Sergei Lavrov.

Os dois ministros se uniram para apelar para que os Estados Unidos deem um passo atrás em suas conversas com a Coreia do Sul para instalar o THAAD, e Wang pediu que se respeite as "preocupações legítimas" da China e da Rússia.

Enquanto o titular de Relações Exteriores chinês insistiu que seu eventual desdobramento "poderia exacerbar uma situação já tensa, e inclusive destruir o equilíbrio na península", Lavrov advertiu aos Estados Unidos que não utilize as atividades de Pyongyang como "pretexto" para aumentar sua presença militar na região. Eles defenderam a retomada das negociações de seis lados (formadas pelas duas Coreias, Estados Unidos, Japão, China e Rússia) para a desnuclearização da Coreia do Norte, interrompidas por Pyongyang em 2008.

Lavrov, que se reuniu ontem com o presidente da China, Xi Jinping, participou também do 5º Fórum Ministerial da Conferência para a Interação e Construção de Medidas de Confiança na Ásia (Cica), que atualmente conta com 26 países-membros da Ásia, entre eles China, Índia, Cazaquistão.

A China e a Rússia apoiaram uma recente resolução do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) contra Pyongyang por causa de seu último teste nuclear em janeiro, que, segundo os americanos, inclui o pacote de sanções mais severo já adotado pelo organismo em 20 anos. 

Fonte: EFE.

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