China alerta sobre tensão na Península da Coreia

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

08 de março de 2017.

 

A China lançou nesta quarta-feira (08/02) um apelo pela suspensão das atividades nucleares e balísticas da Coreia do Norte em troca do fim dos exercícios militares conjuntos realizados por Coreia do Sul e Estados Unidos.

Segundo o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, este seria o primeiro passo para evitar uma "colisão frontal" entre as duas partes.

"Os dois lados são como dois trens acelerando um na direção do outro, sem que nenhuma das partes esteja disposta a ceder", disse Wang a repórteres. "Nossa prioridade agora é acionar as luzes vermelhas e puxar o freio de ambos os trens."

A suspensão das atividades dos dois lados do conflito poderá ajudar a "romper o dilema de segurança e trazer as duas partes de volta à mesa de negociações", ressaltou o ministro.

Na segunda-feira, a Coreia do Norte lançou quarto mísseis balísticos em direção a bases americanas localizadas no Japão, três dos quais caíram em águas territoriais japonesas.

Seul e Washington, por sua vez, iniciaram na semana passada os exercícios militares conjuntos realizados anualmente, que ambos os países afirmam ser de caráter estritamente defensivo. Pyongyang, porém, os considera uma provocação e uma preparação do país vizinho para uma eventual guerra entre as Coreias.

Outro motivo do acirramento das tensões é a prevista instalação do sistema americano de defesa em altitudes altas THAAD na Coreia do Sul, que visa impedir a chegada de mísseis lançados pelo país vizinho. Pequim acredita que o sistema seja capaz de atingir também o seu território, ameaçando seus interesses de segurança.

ONU condena "grave violação"

Nesta terça-feira, o Conselho de Segurança da ONU aprovou uma declaração condenando os recentes lançamentos de mísseis da Coreia do Norte, considerando-os uma "grave violação" das resoluções da ONU que proíbem o país de desenvolver tais tecnologias. O órgão expressou preocupação com o que chamou de "comportamento cada vez mais desestabilizador" de Pyongyang.

O órgão máximo da ONU lamentou também que o país utilize recursos para desenvolver armamentos enquanto a população enfrenta sérias dificuldades, e ameaçou "adotar novas medidas substanciais" contra Pyongyang. A declaração foi aprovada pelos representantes dos 15 países do Conselho de Segurança, apesar das tensões entre os EUA e a China em razão da instalação do THAAD na Coreia do Sul.

O Conselho pediu aos 193 países que integram a ONU que realizem esforços para implementar as sanções impostas desde 2006 à Coreia do Norte. Um relatório recente de um painel de especialistas questionava o comprometimento da China com as sanções, e denunciava que a Coreia do Norte estabeleceu empresas de fachada em outros países – principalmente na China e na Malásia – para tentar driblar as restrições.

Fonte: DW

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