China alerta para possível "desastre" na península coreana

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

08 de março de 2016.

 

O conflito entre as duas Coreias, onde as tensões retornaram com os testes nucleares e balísticos do Norte e o início de dois meses de manobras entre o Sul e os Estados Unidos, vive um momento "explosivo" no qual, "se for perdido o controle, pode levar a um desastre", advertiu nesta terça-feira o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi.

Wang pediu contenção a todas as partes, mas também mandou uma mensagem direta para a Coreia do Norte e garantiu que Pequim "não admitirá que a República Popular Democrática de Coreia (RPDC, nome oficial da Coreia do Norte) continue buscando e desenvolvendo programas nucleares e de mísseis".

"Se a Coreia do Norte busca desenvolvimento e segurança, estamos preparados para ajudá-la e dar-lhe apoio, mas, ao mesmo tempo, nosso compromisso com a desnuclearização da península coreana é inquebrantável", garantiu o ministro em entrevista coletiva, que acontece todo ano à margem do plenário anual do Legislativo chinês.

"Somente a desnuclearização pode trazer a paz, apenas o diálogo pode fornecer uma saída e apenas a cooperação pode produzir resultados que beneficiem a todos", opinou Wang.

"A China, como o principal vizinho, não quer ver uma grande alteração na península, algo que poderia prejudicar nossos interesses estratégicos", disse o ministro.

Diante dessa constatação, Wang destacou que a China "pede encarecidamente às partes que atuem razoavelmente e evitem agravar as tensões", e também ressaltou a necessidade de que não apenas se negocie a desnuclearização na península, mas também um tratado de paz entre as duas Coreias que substitua o armistício firmado em 1953.

"A desnuclearização é uma meta fundamental, mas a substituição do armistício (pelo qual, tecnicamente, as duas Coreias permanecem em guerra) é uma preocupação razoável do Norte, e as duas coisas podem ser negociadas paralelamente", sugeriu Wang.

O ministro chinês também fez referência às recentes sanções que a China e o restante dos membros do Conselho de Segurança da ONU aprovaram recentemente - a resolução 2270 - e destacou que Pequim (que concentra 90% do comércio exterior com a Coreia do Norte) as aplicará "com uma atitude imparcial".

Wang especificou que a resolução "não contém apenas sanções, mas também reitera o apoio às negociações a seis" partes (das quais a China foi anfitriã na década passada).

"As sanções são somente um meio necessário, mas a prioridade é manter a estabilidade e, nesse sentido, apenas a negociação pode nos dar uma solução", afirmou Wang na entrevista coletiva, a principal que oferece durante o ano e na qual faz uma revisão de diferentes aspectos da política externa chinesa.

Fonte: EFE.

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