China acusa Japão de preparar guerra

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

16 de agosto de 2016.

No âmbito do seu programa de defesa o Japão pretende elaborar novos mísseis para proteger regiões distantes do país, inclusive as ilhas disputadas.

A mídia japonesa informou que os mísseis terra-mar com alcance de cerca de 300 quilômetros (suficiente para defender as ilhas Senkaku disputadas com a China) poderão ser instalados em Miyakojima e em outras ilhas do arquipélago Sakishima em 2023. O Japão prevê financiamento para esses fins já em 2017.

Essa notícia causou uma onda de críticas na mídia chinesa que interpretou os planos do Japão como preparativos para uma possível guerra ofensiva.

Analistas chineses têm várias opiniões quanto à questão. Há quem diz que os mísseis podem ser apontados contra as regiões costeiras da China. Se o alcance dos mísseis japoneses for confirmado, isso pode significar que o país está pronto para confronto sério. Outros opinam que estes mísseis ultrapassam os russos S-300 em termos de alcance.

Bloggers japoneses dão uma série de sugestões nas redes sociais referentes à possível instalação de complexos de defesa antimíssil japoneses.

Será que as ilhas disputadas no oceano Pacífico se tornarão locais de conflito armado entre o Japão e a China? Eis a opinião de Vladislav Shurygin, especialista na área militar:

"Na verdade, o Japão não tem interesse em travar uma guerra contra a China. Em primeiro lugar, os dois países são economicamente interligados. O conflito vai gerar consequências muito graves para a economia japonesa que tem enfrentado dificuldades ao longo dos últimos dez anos, e por agora não se vê saída. Se analisarmos o setor de energia, o Japão ainda não se recuperou das consequências do tsunami e do acidente na usina de Fukushima. Por isso o país precisa de anos de tranquilidade para se recuperar. Em segundo lugar, as forças de autodefesa japonesas não têm potencial ofensivo que permita ao Japão de ser adversário da China. A Marinha japonesa, apesar de ser moderna e numerosa, não possui nem tropas paraquedistas, nem força de ataque que lhe permita "reservar" estas ilhas. Quer dizer, as tropas de autodefesa, pelo menos nessa etapa, não estão prontas para realizar uma expansão séria onde quer que seja. Quanto à China, já há muito tempo que ela traçou suas prioridades de se tornar líder do Círculo Pacífico e de concorrer com seu antigo adversário político na região – Japão. Mas a China compreende perfeitamente que atrás do Japão, estão os EUA com seu exército poderoso e interesse no Círculo Pacífico. Em termos militares, é um rival muito mais sério do que o Japão".

No início de agosto, os EUA enviaram uma esquadrilha de bombardeiros estratégicos B-1B Lancer à sua base de Guam. O envio foi impulsionado devido aos testes nucleares realizados pela Coreia do Norte. Mas será que isso pode ser uma alerta para a China?

Destaca-se que o projeto que visa reforçar a proteção das ilhas foi incluso no programa de segurança nacional japonês ainda em 2013. Nesta época, o país estava planejando construir seus próprios mísseis com alcance de 500 quilômetros até 2016, mas, por fim, o Ministério de Defesa japonês teve que desistir desses planos.

Fonte: Sputnik.

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