Brasil é apontado como possível alvo do Estado Islâmico e ameaça ao país aumentou, diz Abin

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

14 de abril de 2016.

A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) detectou uma possível ameaça ao Brasil feita por um dos representantes do Estado Islâmico, grupo responsável por recentes ataques em Paris e Bruxelas, e disse nesta quinta-feira que a possibilidade de o país ser alvo de ataques aumentou nos últimos meses.

Em nota, a Abin citou os ataques na Europa e "o aumento do número de adesões de brasileiros à ideologia do Estado Islâmico" como fatores que elevam a probabilidade de o Brasil ser alvo de ataques, segundo o diretor do Departamento de Contraterrorismo (DCT) da agência, Luiz Alberto Sallaberry.

Ao fazer uma apresentação sobre ameaças aos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro na quarta-feira, Sallaberry disse, segundo a nota, que a Abin confirmou "em novembro de 2015, a autenticidade do perfil do Twitter em que o francês Maxime Hauchard, integrante do Estado Islâmico, afirma que o Brasil seria o próximo alvo".

O Estado Islâmico assumiu a responsabilidade pelos ataques em novembro do ano passado em Paris, quando 130 pessoas foram mortas, e em Bruxelas, em março, que deixaram 32 mortos.

O secretário de Segurança para Grandes Eventos do Ministério da Justiça, Andrei Rodrigues, evitou comentar as declarações ao afirmar que “não costuma divulgar informações dessa natureza” por questões estratégicas de segurança.

Ele, no entanto, informou que após os atentados em Paris, e, principalmente, à medida que os Jogos vão se aproximando, o intercâmbio com policiais e agências de inteligência de outros países aumenta.

“Um evento dessa envergadura, com 200 países, 10 mil atletas, naturalmente desperta a atenção de todos os segmentos”, disse ele à Reuters. “Estamos adotando as melhores práticas de prevenção e cooperação internacional para garantir um evento seguro... quem faz um evento desse porte tem que estar preparado para o pior cenário, e nós estamos”, complementou Rodrigues.

ABERTURA DOS JOGOS

Durante os Jogos, que vão ocorrer de 5 a 21 de agosto, o Brasil terá um centro integrado antiterrorismo, com participação de representantes de mais de 100 países. Segundo o secretário do Ministério da Justiça, as polícias e agências de segurança de cada um desses países repassarão informações de suas respectivas redes antiterror para o centro integrado criado para o evento.

“Esse policial estrangeiro que vai estar aqui trabalhando no centro integrado tem no seu país a sua polícia federal que recebe informações dos seus canais de investigação. Essa informação vem para cá e ele difunde para a gente tomar medidas preventivas”, disse o secretário, destacando que a Interpol também terá agentes atuando nos Jogos.

A abertura dos Jogos é considerada mais crítica para a segurança da Olimpíada, porque nessa data estarão de 80 a 100 chefes de Estado na cerimônia a ser realizada no Maracanã. “Por isso, temos que ter mais cautela com o que chamamos de eventos especiais como as aberturas e encerramentos dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos”, afirmou Rodrigues.

O secretário destacou que o sucesso da segurança em grandes eventos realizados no Brasil, como a Copa do Mundo de 2014, apontam para “um cenário de tranquilidade".

“Mas isso não nos deixa inertes e estamos sempre procurando melhorar, até porque o cenário global é dinâmico”, disse, ao lembrar que o esquema de segurança contará com cerca de 85 mil homens, sendo 38 mil militares das Forças Armadas além de quase 10 mil homens da Força Nacional de Segurança.

Fonte: Reuters.

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