Berlim classifica Rússia de "corresponsável" por "catástrofe" de Aleppo

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

21 de novembro de 2016.

O governo alemão pressionou nesta segunda-feira a Rússia para fazer valer sua influência sobre o governo sírio para que detenha os ataques contra civis, ao mesmo tempo que qualificou Moscou de "corresponsável" da "catastrófica situação" vivida em Aleppo.

O Executivo da chanceler alemã, Angela Merkel, segue com "horror" as "atrozes" ações militares sobre dita cidade síria, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Martin Schäfer, pelas quais são responsáveis governo de Bashar al-Assad como "seus aliados", acrescentou.

No termo aliados, Schäfer incluiu em primeiro lugar Moscou, mas também o Irã, ao mesmo tempo que insistiu que os ataques aéreos impossibilitam de fato qualquer tipo de ajuda humanitária para a população civil.

"Sem o intenso apoio militar da Rússia, o regime sírio não estaria disposto a prosseguir com seus ataques nessas dimensões e contra sua própria população", apontou por sua parte o porta-voz do governo, Steffen Seibert.

Moscou "está obrigado" a fazer valer sua influência sobre Damasco para que se "detenha uma tragédia" e as mortes de crianças ou até bebês, acrescentou a fonte governamental.

O porta-voz das Relações Exteriores, por sua vez, declinou aventurar se em um futuro mais ou menos imediato o Ocidente pode ditar sanções contra a Rússia por seu papel de aliado de Assad.

Neste sentido lembrou que a própria Merkel tinha indicado que essa possibilidade não tinha sido incluída durante a cúpula realizada na sexta-feira passada em Berlim entre o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e os líderes da França, Espanha, Itália e Reino Unido, além disso da Alemanha.

"Não houve mudanças nessa questão", disse Schäfer, em alusão a que os seis líderes presentes se pronunciaram a favor de manter as sanções contra Moscou por seu papel no conflito ucraniano, sem colocar uma extensão à guerra na Síria.

Fonte: EFE

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