Assad considera "difícil" cessar-fogo na Síria

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

16 de fevereiro de 2016.

 

O presidente da Sírio, Bashar al Assad, considera "difícil" que se consiga um cessar-fogo na Síria no prazo de uma semana, como propuseram há quatro dias Estados Unidos e Rússia, em discurso divulgado nesta segunda-feira pela agência de notícias oficial "Sana".

"Querem um cessar-fogo em uma semana. Ok. Mas quem pode reunir todas as condições e reivindicações em uma semana? Ninguém", disse o presidente sírio em um discurso perante a Associação Central de Advogados em Damasco.

"Quem falará com uma organização terrorista que rejeitar o cessar-fogo? Quem se responsabilizará? Quem a bombardeará, como dizem? Do ponto de vista prático são palavras complicadas e nós falamos de fundamentos", acrescentou.

Desta forma, Assad reagiu à proposta lançada por Washington e Moscou na quinta-feira à noite em Munique para uma cessação das hostilidades na Síria e um aumento da ajuda humanitária.

Segundo o presidente sírio, não pode haver um cessar-fogo sem objetivos ou uma agenda.

Além disso, opinou que o uso do termo "cessar-fogo" é errôneo porque deve ser empregado quando ocorre entre exércitos ou entre Estados, mas em nenhum caso entre um Estado e terroristas.

"O cessar-fogo ou a cessação de operações não significa que todas as partes deixem de empregar armas. É um conceito definido. Cessar-fogo significa em uma primeira etapa acabar com os reforços a terroristas e suas posições, e não permitir o transporte de armas, munição, maquinaria ou combatentes", detalhou Assad.

O presidente sírio também acusou o Ocidente de respaldar os grupos terroristas que operam no território sírio e lamentou que sua prioridade seja essa trégua e não a luta contra o terrorismo.

Por outro lado, o presidente acrescentou que atualmente se apresenta a questão sobre quais são as organizações terroristas na Síria.

A esse respeito, lembrou que para o Conselho de Segurança da ONU o são grupos como o Estado Islâmico (EI) e a Frente al Nusra, enquanto há "países amigos" da Síria que querem que também sejam consideradas como organizações terroristas o Movimento Islâmico dos Livres de Sham e o Exército do Islã.

"Todas as organizações que portam armas contra o Estado ou o povo sírio são terroristas e esta é uma questão irrebatível", destacou Assad, lembrando também que o tema da trégua surgiu em paralelo às discussões sobre uma hipotética intervenção terrestre de Turquia e Arábia Saudita no território sírio.

"Quando falamos se Arábia Saudita ou Turquia atacarão ou não, estamos lhes dando mais importância, como se fossem dois Estados que pudessem decidir ou mudar o mapa, eles são meros subordinados", criticou Assad.

Sobre este assunto, ressaltou que uma intervenção na Síria desses dois países deve ser vista em um contexto internacional, no qual os EUA tentam dominar o mar da China, a Ucrânia e as antigas repúblicas soviéticas. 

Fonte: EFE.

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