Arábia insiste em saída de Assad e em envio de tropas à Síria

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

14 de fevereiro de 2016.

 

O ministro saudita de Relações Exteriores, Adel al Yubeir, afirmou neste domingo que o presidente sírio, Bashar al Assad, "será tirado do poder mediante um processo político ou militar", ao mesmo tempo que insistiu em sua disposição de enviar à Síria tropas terrestres.

"Assad fracassou, apesar da ajuda do Irã, e fracassará no futuro. Não seguirá no poder, isto é algo seguro", disse o ministro em entrevista coletiva em Riad junto a seu colega suíço, Didier Burkhalter.

Al Yubeir insistiu "na disposição do reino de enviar forças especiais a qualquer operação terrestre na Síria" e apontou que a decisão de realizar essa ofensiva depende da coalizão internacional contra o grupo terrorista Estado Islâmico (EI), liderada por Washington.

Além disso, acusou o regime sírio de continuar atrasando uma solução pacífica ao conflito e destacou que o processo político na Síria começará imediatamente depois da cessação das hostilidades.

"Se for alcançada a mudança na Síria, haverá um Oriente Médio mais estável e em paz", disse o ministro, que recalcou que a Arábia Saudita está decidida a prosseguir com sua ajuda à oposição moderada.

Yubeir pediu que a Rússia "cesse seus ataques aéreos contra as forças da oposição moderada síria" e pressione o líder sírio para que negocie uma solução política.

Em seu comparecimento, o saudita responsabilizou o regime de Damasco pela morte de mais de 300 mil civis e pelo deslocamento de cerca de 12 milhões de sírios, por isso que -acrescentou- Riad "rejeita permanecer de braços cruzados e ver o que ocorre".

Por sua parte, o chefe da diplomacia suíça destacou que "há uma oportunidade, embora seja limitada", para retomar as negociações de paz.

Na quinta-feira passada, Washington e Moscou pactuaram uma cessação das hostilidades e um aumento da ajuda humanitária na Síria, enquanto as conversas de paz devem ser retomadas em 25 de fevereiro. 

Fonte: EFE.

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