Análise: EUA já estão com plano elaborado para intervir militarmente na Venezuela

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

08 de fevereiro de 2019.

 

Washington acredita que o tempo de diálogo com o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, já passou. O analista russo Egor Lidovskoi revela por que os EUA não estão dispostos a dialogar com Caracas.

O enviado especial dos EUA à Venezuela, Elliott Abram, declarou que o tempo para dialogar com Maduro já passou e criticou a reunião do Grupo de Contato Internacional (GCI), convocada por Uruguai e México e realizada em Montevidéu, declarando que os EUA não estão interessados em entrar no Grupo de Contato.

O diretor-geral do Centro Latino-Americano Hugo Chávez, Egor Lidovskoi, revelou em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik por que os EUA querem derrubar o governo de Maduro.

"Acredito que os EUA já desenvolveram para si mesmos um plano solucionador do conflito, mais precisamente um plano de intervenção militar", afirmou. 

Para o analista, levando em conta a quantia gasta pelos EUA para concretização do que querem (segundo algumas estimativas se trata de até quatro bilhões de dólares ou 15 bilhões de reais), os norte-americanos não estão dispostos a dialogar.

"Os EUA não querem dialogar justamente porque o diálogo é contrário aos seus interesses. O mais importante para eles é derrubar o presidente Maduro, porque é claro que, em qualquer sistema político, o acesso a recursos petrolíferos é o muito importante para os EUA, enquanto Maduro se manifesta a favor de os recursos petrolíferos continuarem sendo do governo bolivariano. É por isso que os americanos querem derrubá-lo [Maduro], eles não planejam resolver problemas internos venezuelanos", opinou Lidovskoi.

No dia 3 de fevereiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que uma intervenção militar dos EUA na atual crise política da Venezuela é "uma das opções". Maduro, por sua vez, afirmou que o "petróleo e os recursos naturais" da Venezuela são a razão pela qual Trump pode "declarar guerra à Venezuela".

A crise política venezuelana se agravou em 23 de janeiro, depois que Juan Guaidó se declarou presidente interino do país durante protestos antigovernamentais realizados nas ruas de Caracas. O atual presidente, Nicolás Maduro, acusou Washington de estar orquestrando um golpe na Venezuela, tendo chamado Guaidó de "marionete dos EUA".

O líder da oposição tem sido apoiado pelos EUA, Brasil e outros países. A Rússia, China, México e Turquia estão entre as diversas nações que manifestam seu apoio a Maduro como chefe de Estado legitimamente eleito do país.

Fonte: Sputnik

https://br.sputniknews.com/opiniao/2019020813277371-eua-plano-intervencao-militar-venezuela/

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