ONU: 2018 perto de virar um dos anos mais quentes da história

"...e grandes sinais do céu." Lucas 21:11

29 de novembro de 2018.

 

O ano de 2018 está a caminho de tornar-se o quarto mais quente já registrado, alertou a ONU, que destacou uma situação de extrema urgência em um relatório publicado antes da conferência sobre o clima COP24.

Em sua declaração provisória sobre o estado global do clima, a Organização Meteorológica Mundial (OMM) observa que a temperatura média da superfície do planeta nos 10 primeiros meses do ano foi superior em quase 1 ºC aos valores da época pré-industrial (1850-1900), o que significa que "2018 se anuncia como o quarto mais quente já registrado".

Em consequência, a tendência de aquecimento do planeta a longo prazo "é evidente e continua", declarou o secretário-geral da OMM, Petteri Taalas.

Os 20 anos mais quentes da história foram registrados nos últimos 22 anos, com os últimos quatro no topo da lista, de acordo com a OMM.

"Convém reiterar mais uma vez que somos a primeira geração que compreende plenamente a mudança climática e a última geração que pode fazer algo a respeito", destacou Taalas.

Enquanto as concentrações de gases que provocam o efeito estufa, um fator determinante para o aquecimento global, não param de bater recordes, "caso a tendência atual prossiga é possível que aconteçam aumentos da temperatura de 3 a 5 ºC até o fim do século", alertou a OMM, a poucos dias do início da COP 24 na cidade polonesa de Katowice.

Durante a conferência anual sobre o clima, a comunidade internacional deve concluir o Acordo de Paris para alcançar o objetivo de limitar o aumento da temperatura a menos de 2 ºC, ou inclusive a 1,5 ºC, na comparação com os níveis anteriores à revolução industrial.

De acordo com os especialistas da ONU é possível alcançar a meta de 1,5 ºC com mudanças em nosso modo de vida, os sistemas de energia e as redes de transporte.

A mudança climática, no entanto, continua sem trégua, provocando o aumento do nível do mar, a acidificação dos oceanos e o derretimento de geleiras e do gelo marinho.

A extensão do gelo marinho no Ártico ficou abaixo do nível normal desde o início do ano, registrando mínimos históricos em janeiro e fevereiro.

O máximo anual, observado em meados de março, é o terceiro menor já registrado, segundo a OMM.

O ano de 2018 também registrou uma série de condições meteorológicas extremas, outra importante característica da mudança climática. A temporada de ciclones foi especialmente ativa no nordeste do Pacífico, onde a energia ciclônica acumulada foi a maior registrada desde o início das observações por satélite.

A Europa teve uma das ondas de frio mais importantes dos últimos anos entre o fim de fevereiro e o início de março, antes de uma onda de calor e seca excepcionais que provocaram, entre outras coisas, grandes incêndios florestais nos países escandinavos.

A Califórnia, que sofre com uma seca crônica há vários anos, também registrou este ano incêndios violentos como o denominado Camp Fire em novembro, o mais letal na história do estado americano, com pelo menos 85 mortos.

Fonte: AFP

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