Venezuelanos aprendem a pescar e caçar para conseguir vencer a fome

“...e haverá fomes,” Mateus 24:7

20 de março de 2019.

 

Os peixes que Juan Maurice pesca são tão pequenos que só podem ser consumidos fritos. Vítima da terrível crise venezuelana, o pedreiro tenta a sorte pescando nas águas poluídas do Lago de Maracaibo para ter o que comer.

Pesava 75 quilos e nos dois últimos anos diz ter perdido 16. Por necessidade, se aventura com seu tio Alfredo a lançar uma velha rede que ambos arrastam com dificuldade por cerca de 100 metros.

“Hoje podemos estar aqui e amanhã podemos estar no monte buscando coelhos e iguanas”, relata à AFP Juan, de 35 anos.

Ele tirou 20 filhotes de “carpeta”, peixe que pode chegar a 30 centímetros, mas os seus medem apenas oito. Também capturaram um pequeno carangueijo azul e três peixes agulhões raquíticos, cujo consumo é inusual.

Juan vivia com certo conforto com seu salário como pedreiro e soldador nesta região petroleira. “Antes meu salário dava para comer, para guardar, para trazer presentinhos para casa, dava para tudo”, relata enquanto desenreda os peixes.

Com uma economia reduzida à metade desde 2014 e uma inflação projetada pelo FMI em 10.000.000% para este ano, o emprego é escasso e não há bolso que aguente.

Por isso depende de “bicos” para levar comida a seus sete filhos, “todos magrinhos”, conta.

Juan e a sua família pescam em San Francisco, município vizinho de Maracaibo, cujas costas são cobertas por constantes derramamentos de petróleo, que abunda na Venezuela como em nenhum outro país.

“Não sabemos se isso (os peixes agulhões) é comível ou não, mas devido à situação, nos arriscamos e comemos”, disse sobre a espécie.

Fonte: AFP

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