Unicef diz que há milhares de crianças rohingyas gravemente desnutridas

“...e haverá fomes,” Mateus 24:7

27 de outubro de 2017.

 

 

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) alertou nesta sexta-feira que entre as crianças rohingyas que chegaram a Bangladesh há milhares que sofrem de desnutrição moderada ou aguda e que precisam assistência imediata para se salvar.

O Unicef e seus parceiros avaliaram 59.604 menores de idade dos 604 mil refugiados desta corrente muçulmana que chegaram a Bangladesh desde 25 de agosto. Deste total, 1.970 sofrem de desnutrição aguda - a mais grave na classificação - e 6.971 experimentam sintomas moderadamente agudos, de acordo com a porta-voz da organização Marixie Mercado.

Para tentar combater o problema, o organismo criou 15 centros de tratamento e nutrição no país e outros seis serão instalados dentro do Campo de Kutupalong e na expansão de 3 mil hectares dele, onde o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) começou organizar 1.700 refugiados recém-chegados.

Até agora, quase 2 mil meninas e meninos com desnutrição aguda já foram tratados. De acordo com a porta-voz, muitas crianças já cruzam a fronteira desnutridas ou prestes a isso. No estado de Rakhine, de onde elas fogem em Mianmar, as taxas de desnutrição nas cidades de Maungdaw e Buthidaung já estavam acima do limite de emergência mesmo antes da explosão da nova onda de violência. Apesar disso, desde agosto, o Unicef teve que interromper o tratamento de, aproximadamente, 4 mil crianças com desnutrição aguda no norte de Rakhine por falta permissão de acesso.

Hoje, a porta-voz do Programa Alimentar Mundial (PMA), Bettina Luescher, disse que o governo de Mianmar permitiu que a agência retome a distribuição de alimentos por lá depois de uma suspensão de dois meses. O PMA tinha distribuído anteriormente kits de alimentos para 110 mil pessoas na região norte de um dos estados mais pobres do país.

De acordo com o Unicef, além da desnutrição, foram detectados casos de sarampo tanto entre a população que já estava nos assentamentos antes de agosto quanto nos novos moradores. Apesar da recente campanha de vacinação contra o cólera, o risco de contrair a doença "permanece excepcionalmente elevado".

Um laboratório contratado para analisar a qualidade da água em Bangladesh revelou que em apenas 35% dos testes os padrões do país e da própria organização para o consumo humano foram cumpridos, por isso organismos como a Organização Internacional de Migrações (OIM) levaram aos assentamentos 741 mil litros de água potável.

Segundo o porta-voz da Organização Mundial da Saúde (OMS), Christian Lindmeier, em 4 de novembro começará a segunda fase da campanha de vacinação contra o cólera para crianças com idades entre 1 e 5 anos e o objetivo é imunizar 180 mil menores.

Fonte: EFE

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