Seca na Coreia do Norte pode agravar crise alimentar que atinge 40% da população, diz Ong humanitária

“...e haverá fomes,” Mateus 24:7

13 de agosto de 2018.

Desde o começo de julho, nem uma gota de chuva caiu na Coreia do Norte. A seca e as altas temperaturas, que chegaram a ficar entre 40 e 42 graus, estão tendo efeitos devastadores para a população e a agricultura. A Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho alerta que ações urgentes são necessárias para evitar uma crise excepcional de segurança alimentar.

Joseph Muyambo, dirigente do programa da instituição em Pyongyang, ressalta que muitas plantações e até árvores frutíferas já secaram e há um grande preocupação com relação a uma crise de abastecimento de comida. Segundo ele, esse risco é maior para "pessoas em comunidades vulneráveis, na periferia, que dependem da agricultura de subsistência".

O execeutivo da organização destaca que a desidratação e a desnutrição estão entre os principais problemas. Ele conta que estão sendo feitas campanhas de conscientização nas comunidades sobre como cuidar de doentes e como manter as pessoas hidratadas. "Crianças e mães que estão amamentando estão especialmente sujeitas e sofrer de desnutrição", ressalta Muyambo, em entrevista à RFI.

Sanções agravam situação

As sanções econômicas sofridas pela Coreia do Norte complicam ainda mais a capacidade do país de reagir a essa calamidade. Muyambo destaca que até as organizações humanitárias precisam pedir isenção para conseguir alguns instrumentos no país. O ativista relata que a falta de equipamentos ou o atraso no recebimento deles pode prejudicar a segurança alimentar.

Segundo ele, o governo ainda não declarou calamidade, mas já teria se mobilizado para tentar manter o máximo de campos irrigados com a água disponível. O número de pessoas que precisam de assistência alimentar é atualmente estimado em 10 milhões, o que significa quase 40% da população do país. "Se eles não receberem assistência, isso terá consequências graves", alerta Muyambo.

Fonte: RFI

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