Desnutrição e ferimentos matam pessoas que fugiam do último reduto controlado pelo Estado Islâmico

“...e haverá fomes,” Mateus 24:7

02 de abril de 2019.

 

Ao menos 31 pessoas que fugiram do último reduto do grupo terroristaEstado Islâmico na Síria morreram na semana passada ao deixar o local, informou a ONG International Rescue Committee (IRC) nesta segunda-feira (1º).

De acordo com a organização, a maior parte das pessoas morreu por desnutrição severa ou devido a ferimentos depois de ter permanecido no último enclave dos extremistas até o final da batalha. O grupo fugia rumo ao campo de Al Hawl, na Síria.

A diretora do IRC para o Iraque e o nordeste da Síria, Wendy Taeuber, afirmou em nota que "a semana passada foi a mais mortal para as mulheres e as crianças que se deslocaram a Al Hawl". No período, o campo de deslocados recebeu ao menos 500 mulheres e crianças.

Muitos dos novos deslocados ficaram gravemente feridos durante os combates em Al Baghuz, a última porção ainda controlada pelo grupo islamita. A região foi controlada definitivamente pelas Forças da Síria Democrática (FSD), aliança armada liderada por milícias curdas, em 23 de março, após semanas de ofensiva militar.

Taeuber disse que os hospitais locais não podem atender a "tantas mulheres e crianças gravemente feridas ou desnutridas". Para agravar o problema, dois hospitais de campanha que estão sendo montados em Al Hawl só vão ficar prontos daqui várias semanas.

Segundo a organização, entre 30 e 50 pessoas vindas de Al Hawl foram enviadas a dois hospitais da região. Só em março, cerca de 2 mil mulheres e crianças, principalmente com ferimentos ou desnutrição, precisaram de atendimento nas duas unidades médicas, que estão lotadas pela chegada maciça de desabrigados.

Mortes de crianças

Além disso, segundo o último balanço do Observatório Sírio de Direitos Humanos, 194 crianças perderam a vida em Al Hawl desde o começo de dezembro – três delas ontem.

A ONG explicou que as três crianças morreram em diferentes circunstâncias, uma delas enquanto era levada para o hospital, outra no próprio centro médico e a terceira no acampamento devido às más "condições sanitárias" e à falta de "remédios e alimentos".

O Observatório disse que em Al Hawl vivem mais de 73 mil desabrigados de nacionalidade síria e iraquiana, além de cidadãos de outros países árabes e asiáticos.

Os deslocados saem dos últimos territórios que estavam em mãos do Estado Islâmico no leste da província síria de Deir ez Zor – que as FSD tiraram das mãos dos extremistas nos últimos meses.

As milícias majoritariamente curdas evacuaram os civis dessas áreas e transferiram as mulheres e crianças, muitas delas parentes de combatentes radicais, ao acampamento de Al Hawl e outros da região.

Fonte: EFE

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