Com continuação da seca, Chifre da África prepara-se para outra época de fome

“...e haverá fomes,” Mateus 24:7

21 de dezembro de 2016.

Alerta é da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, a calcular que 12 milhões na Etiópia, Quénia e Somália precisam de assistência alimentar; agência defende que apoio agrícola imediato é fundamental para proteger gado e equipar famílias para temporada de chuvas.

Países no Corno de África devem ver um aumento na fome e maior declínio nos meios de subsistência locais nos próximos meses, alertou nesta terça-feira a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO.

A agência afirmou que famílias de agricultores lidam com os efeitos de diversas secas que atingiram a região neste ano. Ao mesmo tempo, números cada vez maiores de refugiados na África Oriental, devem colocar pressão ainda maior na situação de segurança alimentar e nutricional.

Milhões

Atualmente, aproximadamente 12 milhões de pessoas na Etiópia, Quénia e Somália precisam de assistência alimentar, segundo a FAO. Famílias na região enfrentam o acesso limitado à comida e renda além de dívidas crescentes, estoques baixos de sementes e cereais e produção baixa de carne e leite.

A agência afirmou que os termos de comércio prejudicam especialmente aos criadores de gado, com os preços de comida a aumentar ao mesmo tempo que os preços de mercado para o gado estão baixos.

De acordo com a FAO, agricultores na região precisam de apoio urgente para se recuperarem de perdas consecutivas nas colheitas e para manterem seus animais saudáveis e produtivos num momento em muitos anos em que os pastos estão mais secos.

Intervenção rápida

Para o diretor da FAO para Emergência e Reabilitação, Dominique Burgeon, este é um fenómeno cíclico no Corno de África. No entanto, ele afirmou saber por experiência que "apoio oportuno a famílias de agricultores pode aumentar significativamente sua habilidade de suportar os impactos dessas secas e aliviar o golpe a seus meios de subsistência".

Nesta temporada, a agência já começou a distribuir recursos de emergência para intervenções rápidas no Quénia e na Somália.

Os fundos apoiarão alimentação de emergência e vacinação para animais reprodutores e que estejam fracos, reparos de pontos de água e sementes e ferramentas para plantio na primavera.

A FAO também está a trabalhar com autoridades locais para fortalecer a preparação de emergência dos países da região.

Países

Segundo a agência, é muito provável que o Quénia tenha outra seca no início de 2017 e, com isso, um aumento na insegurança alimentar. Estimativas atuais mostram que 1,3 milhão de pessoas estão nesta situação.

Após duas épocas de pouca chuva neste ano, a Somália estão em uma estado de emergência nacional por conta de seca, variando de moderado a extremo.

Na Etiópia, famílias de agricultores estão "extremamente vulneráveis", segundo a FAO por não terem conseguido se recuperar da seca induzida pelo El Niño em 2015. Cerca de 5,6 milhões de pessoas permanecem em situação de insegurança alimentar.

Distribuição de emergência

A situação da produção é "relativamente estável" após o país ter completado a maior distribuição emergencial de sementes da história do país. A FAO e mais de 25 ONGs e agências chegaram a 1,5 milhão de famílias com sementes resistentes à seca.

Ao permitir que as famílias de agricultores produzissem sua própria comida, o governo e a comunidade humanitária economizar cerca de US$ 1 mil milhão em ajuda de emergência.

A Somália e o Quénia estão entre os primeiros países a se beneficiarem no novo Fundo Alerta Precoce Ação Precoce da FAO. A iniciativa garante rápida ativação de planos de emergência quando há alta probabilidade de um desastre que poderia afetar a agricultura e a segurança nutricional e alimentar das pessoas.

Fonte: Rádio ONU

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