Cresce a expectativa sobre o posicionamento de Trump em relação a guerra civil da Síria

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

13 de novembro de 2016.

 

Com o mundo ainda surpreendido com a vitória de Donald Trump para presidente dos EUA, as expectativas sobre as decisões de Trump em diversos assuntos internos e externos cresce. Líderes de todo o mundo começam a estabelecer e analisar os possíveis cenários, uma vez que durante sua campanha foi proposto caminhos bem diferentes do atual governo de Obama.

Um dos principais temas que preocupam os líderes internacionais é o posicionamento do futuro presidente dos EUA em relação a guerra civil síria.

O senador russo Aleksei Pushokov, presidente da Comissão das Relações Exteriores do Parlamento russo, disse em sua conta no Twitter que Donald Trump planeja deixar de apoiar a oposição síria, ressaltando que a pressão contra esse plano será muito grande dentro e fora dos EUA. O conflito sírio ocorre desde 2011 e de acordo com a ONU já causou mais de 300 mil mortes.

O presidente venezuelano, Nicola Maduro, que enfrenta forte oposição contra seu governo, disse nesse sábado, 12/11, que Trump irá interromper a participação americana em diversas guerras espalhadas pelo mundo.

Neste domingo, 13/11, ocorrerá um jantar com a participação com ministros europeus, onde discutirão em caráter emergencial os desdobramentos da eleição de Donald Trump para presidente dos EUA. Um dos pontos principais a ser discutido no jantar será a futura relação de Trump com a Rússia, fato que preocupa a União Europeia, visto que enxergam a Rússia como uma ameaça em potencial decorrida dos acontecimentos na Ucrânia e na Síria.

Enquanto isso no Pentágono, o secretário de defesa norte-americano, Ashton Carter, recomendou Trump a não se alinhar as ações na Síria com a Rússia até que Moscou “comece a fazer as coisas certas”.

A saída dos EUA do conflito sírio representaria um dos maiores fracassos da política externa dos EUA nas últimas décadas. Desde 2011 os EUA financiam a oposição síria, causando desgastes diplomáticos e perdendo aliados estratégicos históricos como a Turquia para a política externa russa.

Com o abandono do conflito sírio, os EUA deixarão seus aliados que estão diretamente envolvidos no conflito, como Arábia Saudita, oposição síria e União Europeia em complicada situação, vendo a Rússia triunfar em seu objetivo para a Síria.

Rússia pode vir lamentar a vitória de Trump

Segundo análise do jornal alemão Deutsche Welle, a Rússia que viu com bons olhos a vitória de Trump pode vir a lamentar.

A promessa de Trump é restaurar a grandeza dos EUA, que é feita com sucessos econômicos e liderança global. Se Trump concretizar sua promessa, irá se opor justamente a Rússia, que colocou em xeque a liderança mundial dos EUA nos últimos anos.

O QG GLOBAL global compartilha da mesma linha de pensamento. Os EUA não cederão a liderança global á Rússia tão facilmente. Trump não irá governar de forma inconsequente e bizarra como muitos dizem, principalmente quem perdeu as eleições. Trump já tem demonstrado manter os pés no chão e irá governar de forma moderada.

O cenário de confrontação entre Rússia e EUA continuam em rota de ocorrência, só será com outros pretextos e momentos do que com a continuação da linha de governo de Obama por Hillary Clinton.

Fonte: QG GLOBAL.

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