Arqueólogos descobrem portão da cidade de Betsáida dos dias do rei Davi

07 de junho de 2019.

Após 32 anos de escavações na cidade bíblica de Betsaida, no parque dos Montes Golã, os arqueólogos deram com um portão dos dias do rei Davi, abrindo assim um novo mundo de possibilidades, opiniões, e teorias sobre o que seria a paisagem ambiente do antigo Israel.
 
Segundo o professor Rami Arav, da Universidade do Nebraska, e arqueólogo supervisor das escavações, este portão e outros achados encontrados no local desta antiga cidade dão a ideia de que não seriam apenas os reis Davi e Salomão os únicos nos seus dias de reinado sobre Judá e Israel.
 
Já no ano passado havia sido descoberto um outro portão na mesma área, tendo sido cautelosamente identificado como sendo parte da cidade bíblica de Zer, um nome usado durante o período do Primeiro Templo. No entanto, este novo portão agora escavado leva-nos até aos dias do reino de Davi, portanto entre os séculos 11 e 10 a.C.
 
"Não existem muitos portões de cidades principais (capitais) no país desse período" - afirmou o arqueólogo, acrescentando:"Betsaida era o nome da cidade durante o período do Segundo Templo, mas durante o período do Primeiro Templo chamava-se Zer."
 
Arav mencionou o texto bíblico de Josué 19:35, que diz: "As cidades fortificadas são: Zidim, Zer, Hamate, Racate, Quinerete."
 
As escavações e as pesquisas foram patrocinadas pelo Colégio da União Hebraica de Jerusalém, e atraíram arqueólogos do mundo inteiro.
 
Os achados apresentados pelos pesquisadores apontam para a possibilidade de Betsaida não ter sido um reino israelita, mas sim aramaico. Dentro dos limites da cidade foi encontrada uma estela em pedra com a imagem gravada do deus lua em forma de touro, oriunda do século 11 a.C. Este monumento é uma das outras sete lápides encontradas do mundo antigo, em regiões que vão desde a Turquia ao Egito. Duas foram encontradas em Betsaida.
 
Esta rara estela de pedra data do reino de Geshur, que é mencionado na Bíblia como tendo coexistido com o reino de Davi. Foi eventualmente anexado pelo rei Asael, que governou naquilo que a moderna Síria de hoje. O reino bíblico de Geshur existiu em partes daquilo que são hoje os Montes Golã.
 
Apesar de a região dos Montes Golã não dever ter pertencido ao reino de Israel, os arqueólogos acham que a capital do reino em Jerusalém seria semelhante à capital da região de Betsaida.
 
UMA PRECIOSIDADE ARQUEOLÓGICA
 
Para os arqueólogos habituados a encontrar dificuldades para identificar as épocas e as interligações das mesmas através dos achados descobertos em Jerusalém e outros locais semelhantes, devido ao fato de essas cidades terem sido inúmeras vezes destruídas e reconstruídas, como se já não bastassem as dificuldades para obter as permissões legais para escavar, Betsaida torna-se um paraíso praticamente intocado, com achados originais que possibilitam conhecer-se a verdadeira história que se desenrolou durante as épocas da Bíblia Hebraica e do Segundo Templo. 
 
"Betsaida é um exemplo único de uma cidade capital dos 11º ao 8º século a.C. disponível para pesquisas arqueológicas, uma vez que não houve conflitos nesta região" - afirmou Arav.
 
As escavações irão prosseguir neste local, à medida que os arqueólogos vão tentando descobrir tudo que ali existe desde o século 11 a.C. até ao período romano, já depois de Cristo.
 
Ao longo destes últimos anos de escavações têm sido encontradas várias peças importantes, como uma moeda datada do ano 35 a.C. e que foi cunhada em Acre por ocasião da chegada de Cleópatra e de Marco António. Só existem 12 dessas moedas no mundo inteiro.
 
Foi também descoberto no ano passado aquilo que se pensa ter sido o pavimento de um templo romano erigido pelo filho de Herodes, Filipe, que ele teria dedicado a Júlia, a filha de Augusto.
 
Há alguns anos atrás foi também encontrada em Betsaida uma moeda de ouro com a figura do imperador romano Antoninus Pius, que reinou entre os anos 138 e 161 d.C.
 
Betsaida é hoje um grande foco de crescente interesse para os milhares de turistas evangélicos que a visitam anualmente, uma vez que a cidade está também ligada ao ministério de Jesus na Galiléia.
 
Os apóstolos Pedro, André e Filipe eram naturais desta cidade.
 
Fonte: Shalom, Israel!

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